AmazonFACE: que impacto as mudanças climáticas podem causar nas florestas tropicais?

  • 16/05/2014
  • 0

Uma das principais causas das mudanças climáticas é a emissão de altas concentrações de gás carbônico (CO2) ligadas às atividades humanas. Temperaturas mais altas do que as atuais, alteração nos regimes de chuvas, desertificação e o aumento na ocorrência de outros fenômenos climáticos extremos que afetam os ecossistemas são consequências de altas concentrações de CO2 na atmosfera, de acordo com avaliações científicas e estudos desenvolvidos em diferentes regiões do mundo. Entretanto, pouco se sabe sobre como altas concentrações de CO2 afetarão as florestas tropicais.

Caso a Amazônia perca grande parte de sua área florestal como preveem modelos climáticos, o bem estar social na região e a economia brasileira sofrerão importantes consequências. Reduzir as incertezas quanto à vulnerabilidade e respostas dos ecossistemas amazônicos em condições de altas concentrações de CO2 consiste em uma questão crucial para análises atuais e futuras do impacto das mudanças climáticas.

Uma teoria sustentada por parte da comunidade científica é a de que o aumento das concentrações de CO2 na atmosfera teria consequências positivas em termos de produtividade florestal, já que o CO2 constitui um dos principais elementos para produtividade primária. Esse fenômeno, conhecido como efeito de fertilização por CO2, é o ponto de partida para a implementação de experimentos chamados de “Free-air Carbon Enhancement Experiment—FACE”.

A tecnologia FACE é usada para simular condições futuras (veja infográfico), expondo ecossistemas a uma atmosfera enriquecida em CO2. Experimentos FACE estão sendo conduzidos para espécies agrícolas e florestas temperadas nos Estados Unidos, Austrália e em alguns países da Europa, e tem se mostrado um método importante para avaliar respostas de florestas temperadas à elevadas concentrações de CO2, porém nunca foi testado em florestas tropicais. Qual seria o limite de absorção de CO2 de uma floresta como a Amazônia? Que consequências sofreriam outros processos complexos abaixo e acima do solo?

Em abril de 2013 pesquisadores do Brasil, Estados Unidos e Europa se reuniram na sede do BID em Washington, e iniciaram a elaboração do Plano Cientifico do AmazonFACE. O Plano Científico foi publicado hoje no Brasil durante o lançamento oficial do projeto. Esse será o início da primeira fase de uma longa jornada científica que nos permitirá estimar, do solo às copas das árvores, o que o futuro reserva para nossas florestas e que direcionamento as políticas de desenvolvimento devem tomar na região amazônica.

Denunciar contenido

¿Tienes algo que decir? Este es tu momento.

Si quieres recibir notificaciones de todos los nuevos comentarios, debes acceder a Beevoz con tu usuario. Para ello debes estar registrado.
He leído y acepto el Aviso Legal, la Política de Confidencialidad, y la Política de Cookies de Universia